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Empresários questionam índice proposto para reajuste do mínimo regional


Publicado em 09.03.2010


 

                                    Fonte: FIEP

 

Lideranças empresariais reunidas na sede da Federação das
Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) questionaram a proposta do
Governo do Paraná de reajustar o piso salarial regional em
percentuais que variam de 11,9% até 21,5%. No entendimento da
classe empresarial, o percentual é irreal e vai provocar um impacto
negativo na economia, comprometendo a competitividade dos
produtos paranaenses por conta do aumento no custo de produção.


Os empresários lamentaram o fato de não terem sido procurados pelo
Governo para discussão prévia dos percentuais. As lideranças vão
agora solicitar uma audiência com o Governo do Estado e com a
Assembleia Legislativa com o propósito de alertar sobre o risco que a
medida representa.


"Não somos contrários ao reajuste do salário, mas defendemos
um índice real, com base em estudos técnicos", disse Amilton Stival,
coordenador do Conselho de Relações do Trabalho da FIEP, que
conduziu a reunião. Stival lembrou que a inflação no período, medida
pelo INPC, foi de 4,18%, muito abaixo dos percentuais propostos pelo
governo do Estado. "Em nenhum momento fomos procurados para
discutir o tema. A decisão foi unilateral", afirmou.


O presidente da Faciap, Ardisson Akel, presente à reunião,
alertou para a dificuldade que o setor empresarial terá para praticar o
piso proposto, especialmente no interior do Estado, onde a
economia é toda baseada em valores menores. Além disso, ele
acredita que o piso sugerido é negativo à economia. O diretor
executivo da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do
Estado do Paraná (Fetranspar), coronel Sergio Malucelli, insistiu na
necessidade do diálogo com o Executivo e o Legislativo.


As críticas ao índice proposto para reajustar o salário mínimo
regional foram generalizadas por parte dos diversos setores
representados na reunião. Os industriais dos setores de alimentos,
vestuário e da madeira, presentes ao encontro, são os mais
preocupados por serem os mais intensivos em mão de obra.


Participaram da reunião também representantes das indústrias de
aparelhos elétricos e eletrônicos, montagem industrial, material
plástico, mármores e granitos, louça, metalmecânica, reparação de
veículos, móveis, papel e celulose, cacau e balas, torrefação e
moagem de café, leite, construção pesada, construção civil, serraria,
instalações telefônicas, mandioca, panificação e borracha.


 

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